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NR-1 e riscos psicossociais: o que as empresas precisam fazer em 2026

Por ALAN DA SILVA ALVES · 19/08/2026

A atualização da NR-1 reforçou a necessidade de as organizações tratarem os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A nova redação do capítulo 1.5 está em vigor desde 26 de maio de 2026 e tornou expressa a inclusão desses fatores no processo de identificação de perigos, avaliação de riscos e definição de medidas de prevenção.

O que isso significa na prática?

Não se trata apenas de criar uma pesquisa sobre saúde mental ou oferecer atendimento psicológico. A empresa precisa olhar para a forma como o trabalho é organizado e identificar condições que possam contribuir para adoecimento, acidentes, afastamentos ou perda de capacidade laboral.

Entre os fatores que podem exigir atenção estão, por exemplo:

  • excesso de demandas e sobrecarga de trabalho;
  • pressão excessiva e metas incompatíveis com os recursos disponíveis;
  • assédio e outras formas de violência no trabalho;
  • baixa autonomia para execução das atividades;
  • falta de apoio da liderança ou da equipe;
  • falhas de comunicação e conflitos organizacionais;
  • isolamento em determinadas formas de organização do trabalho.

O foco é o trabalho, não a vida pessoal do colaborador

A gestão de riscos psicossociais deve analisar condições e características do trabalho. O objetivo do GRO/PGR não é diagnosticar a personalidade do trabalhador nem investigar sua vida privada. O que importa é verificar se a organização, as tarefas, as relações profissionais e o ambiente de trabalho apresentam fatores que precisam ser prevenidos ou controlados.

Como começar a adequação

Uma implantação consistente pode ser organizada em etapas:

  1. Mapear setores, atividades e grupos de trabalhadores para entender onde estão as principais exposições.
  2. Identificar perigos e fatores psicossociais por meio de dados, observação, entrevistas, questionários, registros internos e participação dos trabalhadores.
  3. Avaliar os riscos, considerando a probabilidade de ocorrência e a gravidade dos possíveis danos.
  4. Priorizar medidas de prevenção de acordo com os riscos identificados.
  5. Registrar as informações no PGR, especialmente no inventário de riscos e no plano de ação.
  6. Acompanhar resultados e revisar as medidas sempre que houver mudanças ou evidências de que os controles não são suficientes.

Documentação e acompanhamento são essenciais

A adequação não termina no diagnóstico. O GRO é um processo contínuo. Por isso, a empresa deve manter registros organizados sobre riscos identificados, critérios de avaliação, medidas implementadas, responsáveis, prazos e resultados obtidos.

Uma plataforma especializada pode ajudar a centralizar avaliações, propostas de profissionais, cronogramas, documentos, indicadores e histórico de ações, facilitando o acompanhamento pelo RH, pela área de SST e pela gestão.

Por que agir agora?

Uma boa gestão de riscos psicossociais contribui para a conformidade com a NR-1 e, ao mesmo tempo, melhora a capacidade da empresa de prevenir situações que podem afetar segurança, saúde, produtividade e clima organizacional.

A FCDNA conecta empresas a profissionais qualificados para apoiar diagnóstico, avaliação, planejamento e execução de ações relacionadas à NR-1 e à saúde mental no trabalho.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação técnica específica da realidade de cada organização.