Quando se fala em adequação à NR-1, dois termos aparecem com frequência: GRO e PGR. Eles estão relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa.
O que é o GRO?
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) é o processo contínuo e sistemático utilizado pela organização para identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais, implementar medidas de prevenção e acompanhar sua eficácia.
Isso significa que o GRO não é um documento isolado. Ele representa a forma como a empresa administra seus riscos ao longo do tempo.
O que é o PGR?
O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) formaliza a implementação do GRO. De acordo com a NR-1, ele deve ser composto, no mínimo, pelo:
- inventário de riscos ocupacionais;
- plano de ação.
Onde entram os riscos psicossociais?
Com a redação atual do capítulo 1.5 da NR-1, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho devem ser considerados no processo de gerenciamento de riscos. Portanto, eles precisam ser identificados e avaliados com a mesma lógica de prevenção aplicada aos demais riscos ocupacionais, respeitando as características de cada atividade e organização.
1. Identificação dos perigos
A primeira etapa é reconhecer situações e condições de trabalho capazes de gerar danos. A análise pode considerar organização das tarefas, ritmo, volume de trabalho, relações profissionais, autonomia, suporte, comunicação, jornadas e outras características relevantes.
2. Avaliação dos riscos
Depois da identificação, é necessário avaliar os riscos e estabelecer prioridades. A organização precisa definir critérios coerentes para analisar a probabilidade de ocorrência e a severidade dos possíveis danos.
A avaliação deve permitir responder perguntas como:
- quais setores estão mais expostos?
- quais situações exigem intervenção prioritária?
- quais medidas já existem?
- essas medidas estão funcionando?
- há necessidade de novos controles?
3. Inventário de riscos
O inventário organiza as informações relevantes sobre perigos e riscos existentes. No caso dos fatores psicossociais, a empresa deve registrar de forma tecnicamente adequada as situações identificadas, os grupos expostos, a avaliação realizada e os controles existentes.
4. Plano de ação
O plano de ação transforma o diagnóstico em medidas concretas. Ele deve permitir acompanhar:
- o que será feito;
- qual risco ou problema será tratado;
- quem será responsável;
- qual o prazo;
- quais recursos serão necessários;
- como será verificada a eficácia da ação.
5. Monitoramento e revisão
A gestão deve continuar depois da implementação das ações. Indicadores, relatos, mudanças na organização do trabalho, afastamentos, incidentes e resultados das avaliações podem sinalizar a necessidade de revisão do inventário ou do plano de ação.
Centralização facilita a gestão
Quando avaliações, documentos, propostas, cronogramas e evidências ficam dispersos em planilhas, e-mails e arquivos diferentes, o acompanhamento se torna mais difícil. Uma plataforma centralizada ajuda empresas e profissionais a manterem o histórico das ações e a acompanhar a evolução do processo.
Na FCDNA, empresas podem solicitar propostas e encontrar especialistas para apoiar etapas de diagnóstico, prevenção, documentação e acompanhamento relacionadas à NR-1.
O conteúdo é informativo e deve ser aplicado conforme a realidade e a avaliação técnica de cada organização.

