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GRO e PGR na NR-1: como incluir os riscos psicossociais corretamente

Por ALAN DA SILVA ALVES · 19/08/2026

Quando se fala em adequação à NR-1, dois termos aparecem com frequência: GRO e PGR. Eles estão relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa.

O que é o GRO?

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) é o processo contínuo e sistemático utilizado pela organização para identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais, implementar medidas de prevenção e acompanhar sua eficácia.

Isso significa que o GRO não é um documento isolado. Ele representa a forma como a empresa administra seus riscos ao longo do tempo.

O que é o PGR?

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) formaliza a implementação do GRO. De acordo com a NR-1, ele deve ser composto, no mínimo, pelo:

  • inventário de riscos ocupacionais;
  • plano de ação.

Onde entram os riscos psicossociais?

Com a redação atual do capítulo 1.5 da NR-1, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho devem ser considerados no processo de gerenciamento de riscos. Portanto, eles precisam ser identificados e avaliados com a mesma lógica de prevenção aplicada aos demais riscos ocupacionais, respeitando as características de cada atividade e organização.

1. Identificação dos perigos

A primeira etapa é reconhecer situações e condições de trabalho capazes de gerar danos. A análise pode considerar organização das tarefas, ritmo, volume de trabalho, relações profissionais, autonomia, suporte, comunicação, jornadas e outras características relevantes.

2. Avaliação dos riscos

Depois da identificação, é necessário avaliar os riscos e estabelecer prioridades. A organização precisa definir critérios coerentes para analisar a probabilidade de ocorrência e a severidade dos possíveis danos.

A avaliação deve permitir responder perguntas como:

  • quais setores estão mais expostos?
  • quais situações exigem intervenção prioritária?
  • quais medidas já existem?
  • essas medidas estão funcionando?
  • há necessidade de novos controles?

3. Inventário de riscos

O inventário organiza as informações relevantes sobre perigos e riscos existentes. No caso dos fatores psicossociais, a empresa deve registrar de forma tecnicamente adequada as situações identificadas, os grupos expostos, a avaliação realizada e os controles existentes.

4. Plano de ação

O plano de ação transforma o diagnóstico em medidas concretas. Ele deve permitir acompanhar:

  • o que será feito;
  • qual risco ou problema será tratado;
  • quem será responsável;
  • qual o prazo;
  • quais recursos serão necessários;
  • como será verificada a eficácia da ação.

5. Monitoramento e revisão

A gestão deve continuar depois da implementação das ações. Indicadores, relatos, mudanças na organização do trabalho, afastamentos, incidentes e resultados das avaliações podem sinalizar a necessidade de revisão do inventário ou do plano de ação.

Centralização facilita a gestão

Quando avaliações, documentos, propostas, cronogramas e evidências ficam dispersos em planilhas, e-mails e arquivos diferentes, o acompanhamento se torna mais difícil. Uma plataforma centralizada ajuda empresas e profissionais a manterem o histórico das ações e a acompanhar a evolução do processo.

Na FCDNA, empresas podem solicitar propostas e encontrar especialistas para apoiar etapas de diagnóstico, prevenção, documentação e acompanhamento relacionadas à NR-1.

O conteúdo é informativo e deve ser aplicado conforme a realidade e a avaliação técnica de cada organização.